sábado, 29 de abril de 2017

EM PROTESTO PACÍFICO, BREJINHENSES REIVINDICAM ÁGUA DE MÃE D’ÁGUA

Neste sábado (29), cerca de 100 pessoas estiveram na Barragem de Mãe D’Água, preocupados com o abastecimento, moradores, comerciantes, representantes da Compesa, secretários municipais e políticos foram ao local e constataram que a água está sendo retirada de forma ilegal e indiscriminada.

Ao observarem o local foram constatadas tubulações clandestinas que não eram da Compesa nem do Exército, também escutaram relatos de moradores da localidade que caminhões pipa e bombas não cadastradas pelo Exército retiravam água de forma ilegal para cidades da Paraíba. Foi retirado pelos moradores um sifão que era ligado diretamente a parede da barragem e que de forma irregular retirava água sem autorização.

Entenda os fatos

A barragem construída nos anos 90 pelo então governador Carlos Wilson foi revitalizada no governo de Miguel Arraes, quando o Diretor da Emater era o Geólogo Gilberto Rodrigues. Com o colapso da Barragem de Serraria em 2012 o então Governador Eduardo Campos autorizou a construção de uma adutora que ligava a Barragem de Mãe D’Água no município de Itapetim a cidade de Brejinho, para abastecimento da população. Em 2016 com a volta das chuvas no início do ano, a Compesa desativou o sistema Mãe D´Água, reativando após a Barragem do Sítio Serraria entrar novamente em colapso no final de 2016.

Com medo de voltar para “a lata d’água” e ao perceberem que á água estava sendo captada de forma irregular e em grande quantidade por órgãos autorizados, a população se reuniu neste sábado (29) e foi reivindicar o direito ao líquido precioso e escasso no município de Brejinho. Tendo como justificativa o aumento no volume de grandes reservatórios mais próximos das cidade abastecidas por Mãe D’Água na Paraíba; muitos moradores estavam indignados pois, autoridades competentes possuíam informações que reservatórios mais próximos das cidades abastecidas na Paraíba possuíam volume maior que Mãe D’Água, no entanto nenhuma providência era tomada e relatos davam conta que os pipas só vão parar quando não houver mais água no reservatório.

Segundo a Compesa se os caminhões pipa continuarem retirando água do reservatório de forma como está sendo realizado em média 150 caminhões por dia, a água vai acabar em dois meses, se a captação for interrompida a água vai durar oito meses.

Para garantir a ordem e a segurança, a Polícia Militar acompanhou toda manifestação no local.









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