Um encontro entre membros do Governo de Pernambuco e da
União com foco na integração das ferramentas de planejamento do Estado e as dos
órgãos federais estratégicos da área de Recursos Hídricos aconteceu, essa
semana, no Recife. Na ocasião, estiveram em pauta o Plano Nacional de Segurança
Hídrica (PNSH) e a atualização do Atlas de Abastecimento de Água. Além disso,
foi formado um grupo de discussão entre os participantes para acompanhamento
das metas pactuadas. A atuação do Estado será coordenada pela Seinfra-PE, que
garantirá a integração com os seus órgãos vinculados: a Apac e a Compesa, além
da Executiva de Recursos Hídricos.
Do lado do Governo Federal, participam do grupo os
representantes do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), da Agência
Nacional de Águas (ANA) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas
(Dnocs). “O recorte do Plano de Segurança Hídrica para Pernambuco foi elaborado
por meio do trabalho conjunto entre essas equipes reunidas aqui e considera
como premissa as fontes de abastecimento para as demandas atual e futura. Já o
Atlas é um detalhamento desse plano e uma importante ferramenta de
planejamento, que serve como um indicativo de por onde caminhar para que
possamos garantir o abastecimento ainda que
haja um período prolongado de seca”, explicou a secretária de Infraestrutura
e Recursos Hídricos, Fernandha Batista.
Para a gestora pernambucana, a integração desse grupo de
trabalho precisa necessariamente “se tornar verdade na vida das pessoas”. “O semiárido pernambucano tem um dos cenários
mais críticos de disponibilidade hídrica per capita. Por isso, é fundamental
pra gente pensar na gestão e no planejamento dos Recursos Hídricos como uma
Política Pública e de desenvolvimento social também. Acredito que só assim
podemos diminuir a distância entre os estudos na área de Recursos Hídricos e os
seus impactos sociais”, pontuou Fernandha, que também é doutoranda na área.
Coube ao superintendente da ANA, Sérgio Ayrimoraes,
apresentar a visão de futuro do PNSH com foco em ações sustentáveis de médio e
longo, sendo definidas quatro dimensões como principais. São elas: humana,
econômica, ecossistêmicas e resiliência - esta última a de maior criticidade e
na qual são apontadas as diferenças regionais e formas de tratamentos adequados
a cada realidade.
Também receberam a atenção dos presentes questões como Reuso
da água e sustentabilidade tanto hídrica quanto operacional, bem como a busca
da diversificação das fontes de captação de recursos para área, para além do
orçamento público. Ainda foram apresentados o grau de segurança hídrica, por
meio do diagnóstico alcançado pelo PNSH, estudos preliminares e suas obras
potenciais e os avanços na forma de pensar o planejamento e seus reflexos no
modelo de gestão e governança desejado para o atual contexto do País. “São
questões transversais e que precisam ser tratadas com essa integração entre os
entes federados para que assim seja ponte para o desenvolvimento econômico e
social do país como um todo”, colocou o diretor da ANA, Marcelo Cruz.
Fonte: www.pe.gov.br
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