O Drex: O Real Digital que vai transformar suas transações
O que é o Drex?
Você já ouviu falar sobre o Drex? Ele é a versão digital do Real, criada pelo Banco Central do Brasil. Mas, afinal, o que isso significa? Imagine ter todo o seu dinheiro em formato digital, disponível em um aplicativo no seu celular, com a mesma segurança e valor do real que você tem na carteira.
Como funciona o Drex?
O Drex funciona de forma similar às transações que você já faz hoje em dia, mas com algumas vantagens a mais. Para utilizá-lo, você precisará de uma conta em um banco ou instituição financeira parceira. Através dessa conta, você poderá converter seus reais em Drex e realizar diversas transações, como:
Pagamentos: Pagar contas, fazer compras online e até mesmo transferir dinheiro para outras pessoas de forma mais rápida e segura.
Investimentos: O Drex poderá ser utilizado em diversas opções de investimento, oferecendo mais flexibilidade e praticidade para você.
Transações internacionais: O Drex pode facilitar as transações internacionais, reduzindo custos e tempo de processamento.
Quais as vantagens do Drex?
Mais segurança: As transações com o Drex são mais seguras, pois utilizam tecnologias avançadas de criptografia, dificultando fraudes e garantindo a proteção dos seus dados.
Maior velocidade: As transações com o Drex são processadas de forma mais rápida, o que significa que você poderá realizar seus pagamentos e transferências em tempo real.
Mais praticidade: Com o Drex, você terá acesso ao seu dinheiro a qualquer hora e em qualquer lugar, através do seu smartphone.
Inclusão financeira: O Drex pode ajudar a incluir mais pessoas no sistema financeiro, pois permite que pessoas que não possuem conta em banco tenham acesso a serviços financeiros básicos.
Transparência: Todas as transações realizadas com o Drex são registradas em um sistema blockchain, o que garante a transparência e a rastreabilidade de todas as operações.
Quando o Drex estará disponível?
O Banco Central ainda está desenvolvendo o Drex e ainda não há uma data oficial para o seu lançamento. No entanto, a expectativa é que ele esteja disponível para a população em 2025.
O Drex representa um grande avanço para o sistema financeiro brasileiro. Ao oferecer mais segurança, velocidade e praticidade nas transações, o Drex tem o potencial de transformar a forma como interagimos com o dinheiro.
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O governo brasileiro recebeu, com satisfação, o anúncio, pelo governo da Bósnia e Herzegovina, da autorização para que o Brasil exporte carne de aves para aquele país.
Essa abertura, que deverá contribuir para aumentar o fluxo comercial entre os dois países, é mais uma demonstração da confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil.
Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 8,17 bilhões, equivalentes a 4,38 milhões de toneladas. Terceiro maior produtor mundial e maior exportador de carne de frango, o Brasil abastece aproximadamente 170 países com essa proteína animal, contribuindo assim para a segurança alimentar e nutricional de seus parceiros comerciais.
Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 204ª abertura de mercado neste ano, totalizando 282 aberturas em 62 destinos desde o início de 2023.
Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Governo fortalece agricultura
familiar e adota práticas mais sustentáveis, tecnológicas e de maior valor
agregado
Focado em promover práticas
agrícolas sustentáveis e incentivar a produção de alimentos saudáveis, o Plano
Safra da Agricultura Familiar (Pronaf) 2024/2025 promete transformar a
realidade dos agricultores e agricultoras brasileiras, com condições de crédito
diferenciadas e um volume recorde de recursos. Mais sustentável e alinhado ao
Plano de Transformação Ecológica (PTE), do Ministério da Fazenda, o programa
não apenas fortalecerá os agricultores e agricultoras, mas também incentivará a
produção agroecológica. Entre as novidades, destacam-se as reduções nas taxas
de juros de financiamento e custeio, que variam entre 0,5% a 6%, indicando
juros reais negativos. Dez linhas de crédito foram ajustadas: duas de custeio e
oito de investimento.
O montante destinado ao Pronaf
foi de R$ 76 bilhões. Durante o lançamento do programa, o ministro da Fazenda,
Fernando Haddad, destacou a sua integração ao Plano de Transformação Ecológica.
“Estamos introduzindo taxas de juros menores e maior estímulo à transformação
ecológica, que precisa começar pela agricultura e pecuária”, afirmou.
Segundo o ministro, a agricultura
familiar no Brasil é rica em exemplos sustentáveis, e o objetivo do governo é
universalizar essas práticas por todo o país. Haddad enfatizou a importância de
um plano que atenda à diversidade da população brasileira. “É um plano para a
população da floresta, dos quilombos, das reservas indígenas e para aqueles que
não têm título de propriedade e não podem oferecer garantias, mas que terão o
apoio de fundos garantidores”, explicou o ministro. Segundo ele, o novo Pronaf
procura garantir que todos os agricultores comprometidos com a produção
sustentável e a segurança alimentar tenham acesso ao crédito necessário.
“Estamos garantindo que nenhum
cidadão comprometido com a produção e com colocar comida barata na mesa do povo
brasileiro fique de fora”, concluiu Haddad.
Juros reduzidos
As condições de crédito
diferenciadas e o foco na sustentabilidade do Pronaf têm por objetivo
possibilitar que o agricultor familiar amplie e diversifique sua produção,
garantindo a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente. Neste
sentido, para o ano safra 2024/2025, várias medidas foram aprovadas.
Produtores que produzem produtos
orgânicos, da sociobiodiversidade e agroecológicos no âmbito do Pronaf Custeio
terão acesso a uma taxa de juros de 2% ao ano, uma redução significativa em
relação aos 3% ao ano no Plano Safra 2023/2024 e aos 5% ao ano em 2022/2023.
As linhas de investimento do
Pronaf Bioeconomia e o Pronaf Agroecologia também tiveram suas taxas de juros
reduzidas, de 4% ao ano para 3% ao ano.
As linhas de investimento e
custeio que incentivam a produção de produtos orgânicos, agroecológicos e da
bioeconomia se integram ao Plano de Transformação Ecológica no eixo de
Bioeconomia e Sistemas Agroalimentares. Seu objetivo é promover maior valor
agregado desses produtos e melhorar a renda dos trabalhadores do campo, via
incentivos à agroecologia, biotecnologia e práticas sustentáveis, integrando
preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
Outra medida aprovada é a que
garante o acesso a crédito de financiamento, por meio das linhas Pronaf
Floresta, Pronaf Bioeconomia e RenovAgro Ambiental, àqueles produtores com área
de sua propriedade rural embargada, desde que com a finalidade exclusiva de
recuperar a vegetação nativa dessa área, com CAR validado e conforme o Programa
de Regularização Ambiental (PRA). Essa iniciativa promove a recuperação
ambiental de áreas degradadas, incentivando práticas sustentáveis e a
restauração de ecossistemas.
O Pronaf 2024/2025 também prevê o
aumento do financiamento para sistemas agroflorestais. Na linha Pronaf
Floresta, o limite de financiamento foi ampliado de R$ 80 mil no ano safra
2023/2024 para até R$ 100 mil no ano safra 2024/2025. A taxa de juros dessa
linha também foi reduzida de 4% ao ano para 3% ao ano. A expansão do
financiamento e a redução das taxas de juros são estratégicas para incentivar
práticas agrícolas que conciliam a produção com a conservação ambiental.
Já o Ecoforte, programa de apoio
a projetos de redes de agroecologia e produção orgânica, terá seu maior valor
histórico, beneficiando 40 redes e 30 mil agricultores familiares com recursos
inéditos. Para reforçar as ações, o Governo Federal lança a iniciativa Do Campo
à Mesa, com um edital de R$ 35 milhões destinado a promover a transição
agroecológica.
Foi publicada também a portaria
que institui o Selo Integração Sustentável da Agricultura Familiar (SEISAF). A
iniciativa reconhece os integradores que promovem a inclusão da agricultura
familiar em sistemas de integração sustentáveis, alinhados aos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da ONU.
No total, o Governo Federal
destinará R$ 85,7 bilhões para ações voltadas à agricultura familiar, um
crescimento de 10%. Essas medidas visam fortalecer a sustentabilidade no campo,
alinhando-se ao PTE, uma estratégia nacional para a transformação ecológica e
uma agricultura regenerativa e de baixo carbono.
De janeiro a maio de 2024,
terminais transportaram mais de 188 milhões de toneladas
Resultado é fruto de investimento público e privado - Foto: Sérgio Coelho/Codesp
Os portos brasileiros
apresentaram crescimento de 4,14% no transporte de cargas no acumulado dos
cinco primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2023. De
janeiro a maio, os portos públicos e privados movimentaram 525,3 milhões de
toneladas, de acordo com os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional
de Transportes Aquaviários (Antaq). Com 188 milhões de toneladas transportada,
os portos públicos tiveram alta de 8,08% nos cinco primeiros meses do ano. Os
terminais privados também apresentaram percentual positivo no período, de
2,06%, com 337 milhões de toneladas.
Neste ano, os granéis sólidos
somam crescimento de 7%, este tipo de carga representa 59% do total movimentado
no país. A carga conteinerizada teve alta ainda maior, com 22,85% nos cinco
primeiros meses deste ano. Dentre os produtos do agronegócio, os que mais se
destacaram com maior variação de crescimento foram: açúcar - 59,52%, 12,1 milhões
de toneladas, e trigo - 35,09%, 4,8 milhões de toneladas.
De acordo com o ministro de
Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados são frutos de incentivos
financeiros e da política de expansão do modal portuário brasileiro, que se
traduz no crescimento da economia e na geração de novos empregos. “A gente tem
dialogado com o setor produtivo e realizado investimentos para modernização e
crescimento dos nossos portos. A atividade portuária é fundamental para o
crescimento do Produto Interno Brasileiro e responsável por colocar na mesa o
alimento de cada dia do nosso povo”, destacou.
Portos públicos
O porto de Santos, em São Paulo,
maior complexo portuário da América Latina, cresceu 9,48% na movimentação de
cargas este ano. No total, 56 milhões de toneladas foram transportadas no
principal porto brasileiro. O Porto de Paranaguá, no Paraná, movimentou 24,2
milhões de toneladas, valor 8,29% superior ao registrado nos cinco primeiros
meses do ano passado. O terceiro porto público com maior atividade foi o de
Itaguaí, no Rio de Janeiro, com acréscimo de 22% no período. Por lá já foram
movimentadas 24 milhões de toneladas.
Movimentação mensal
Impactado pelo fechamento dos
portos do Rio Grande do Sul em decorrência das enchentes que atingiram o estado,
a movimentação portuária no mês de maio registrou queda de 3,48% comparado com
o mesmo período do ano passado. Nas instalações do Rio Grande do Sul, a queda
mensal atingiu 24%.
Entre as principais mercadorias
movimentadas, os destaques de crescimento foram Cereais (+35,24%), Açúcar
(+28,52%) e Ferro Fundido, Ferro e Aço (11,89%).
Alta de R$ 0,20 no Litro da
Gasolina e R$ 3,10 no Botijão de Gás de Cozinha para Distribuidoras
A Petrobras anunciou um novo
reajuste nos preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras,
válido a partir desta terça-feira (09/07). O litro da gasolina sofreu um
aumento de R$ 0,20, enquanto o botijão de gás de cozinha de 13 kg teve um
acréscimo de R$ 3,10.
De acordo com a Associação
Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), mesmo com este aumento,
os novos preços da Petrobras ainda apresentam uma defasagem média de R$ 0,34
por litro em relação à gasolina importada. Ou seja, com o reajuste de R$ 0,20
por litro, o valor médio da gasolina ainda está 10% abaixo do preço do produto
importado.
Esse aumento nas distribuidoras
tem o potencial de impactar o preço dos combustíveis para o consumidor final, o
que pode, consequentemente, influenciar no aumento dos preços das mercadorias
em geral.
Com o anúncio, o agronegócio
brasileiro alcança o 75º acesso a mercado neste ano, totalizando 153 acessos em
53 países desde o início de 2023
O governo brasileiro recebeu
autorização da autoridade sanitária do Gabão, aprovando a proposta de
Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) para exportação de bovinos e
bubalinos brasileiros para reprodução.
Em 2023, o Gabão importou mais de
US$ 46 milhões em produtos do agronegócio brasileiro, sendo o setor de carnes
responsável por 85% dessas exportações.
Com este anúncio, o agronegócio
brasileiro alcança seu 75º acesso a mercado neste ano, totalizando 153 acessos
em 53 países desde o início de 2023 .
Esse novo acesso ao mercado é
resultado de esforços coordenados entre o Ministério da Agricultura e Pecuária
e o Ministério das Relações Exteriores.
Uma das entidades mais renomadas
de pesquisa aplicada da Alemanha trabalhará junto com o Governo Federal para
acelerar processo de transição energética no Brasil
O acordo assinado entre o Ministério da Fazenda e o Instituto Fraunhofer prevê o desenvolvimento conjunto de tecnologias baseado nas potencialidades do país – Foto: Divulgação/MF
Comprometido com o desenvolvimento
sustentável, o Brasil fez várias reuniões relacionadas ao tema, por toda a
Europa, na última semana, entre os dias 19 e 21 de junho. Após assinar acordo
com a Agência Francesa de Desenvolvimento e participar de eventos no Reino
Unido, a comitiva do Ministério da Fazenda (MF) firmou uma parceria com o
Instituto Fraunhofer-Gesellschaft, uma das mais renomadas entidades de pesquisa
aplicada da Alemanha. O acordo tem como foco o desenvolvimento de pesquisa
colaborativa na área de produção e utilização do hidrogênio de baixo carbono -
combustível de baixa emissão de carbono e que serve de matéria-prima para
produtos como aço, metais e fertilizantes, ou como fonte de energia.
Durante viagem à Alemanha, na
última semana, a equipe do MF que cuida do Plano de Transformação Ecológica
(PTE) do Governo Federal apresentou o plano brasileiro a empresários
brasileiros e alemães, assim como mostrou as oportunidades de investimento.
“Apresentamos as ações do governo brasileiro para promover a transição
energética e a transformação ecológica. Também assinamos, no último dia 19, uma
Declaração Conjunta de Entendimento entre o MF e o Instituto
Fraunhofer-Gesellschaft, da Alemanha, com o objetivo de acelerar o processo de
transição energética no Brasil, considerando a parceria de longa data entre os
governos do Brasil e da Alemanha”, explica Sávia Gavazza, gerente de Projeto da
Secretaria Executiva do MF.
O PTE busca promover uma mudança
nos paradigmas econômicos, tecnológicos e culturais em prol do desenvolvimento
a partir de relações sustentáveis com a natureza e seus biomas, possibilitando
a geração de riqueza com distribuição justa e compartilhada, além de melhoria
na qualidade de vida das gerações presentes e futuras.
Ele apresenta um novo modelo de
desenvolvimento econômico, inclusivo e sustentável, aumentando a produtividade
por meio da criação e da difusão de inovações tecnológicas e da construção de
uma infraestrutura sustentável, aproveitando as características geográficas e
ambientais singulares do país, a ampla disponibilidade de fontes renováveis de
energia e a biodiversidade abundante que o Brasil possui.
Segundo Sávia Gavazza a
receptividade, tanto do empresariado alemão quanto do Instituto Fraunhofer, foi
muito positiva. “Importante reforçar que a parceria com o instituto não é
dedicada à consultoria técnica ou para comprarmos tecnologia desenvolvida na
Alemanha. Será feito um desenvolvimento conjunto, de forma colaborativa,
considerando as potencialidades do Brasil e as demandas da indústria
brasileira”.
Para conseguir contribuir de fato
com o desenvolvimento econômico e a resolução dos problemas da indústria
nacional, a equipe do Ministério viajou com integrantes de duas grandes
empresas brasileiras, a Vale e a Petrobras, além de órgãos do governo como a
Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Ministério
da Ciência, Tecnologia e Inovação, que são elementos-chave nessa parceria com o
Instituto. “Não queremos entrar em um novo ciclo de venda de commodities.
Queremos produzir o aço verde e fertilizantes; não só o hidrogênio baixo
carbono”, afirma Gavazza.
Durante a viagem à França, a
equipe do PTE assinou acordo com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)
para desenvolver o Gemmes-Brasil, ferramenta inovadora destinada a identificar
projetos de transição com maior potencial de geração de empregos de qualidade e
aumento da resiliência macroeconômica do Brasil.
Já em Londres, o Brasil conseguiu
a listagem do seu primeiro bond sustentável brasileiro na Bolsa de Valores
londrina, no valor de 2 bilhões de dólares. O bond sustentável é um título
denominado em dólares americanos, com prazo de sete anos e rendimento de 6,5%.
Há três décadas, o Brasil vivia
uma realidade econômica marcada pela hiperinflação, que corroía o poder de
compra dos cidadãos e minava a confiança na moeda nacional. Foi nesse cenário
que nasceu o Plano Real, uma das mais importantes reformas econômicas da
história do país, implementado em 1994. Concebido por uma equipe de economistas
liderada pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o Plano
Real trouxe estabilidade e crescimento para a economia brasileira,
transformando profundamente a vida dos brasileiros.
Contexto Histórico
No final dos anos 80 e início dos
anos 90, o Brasil enfrentava uma inflação galopante que chegava a níveis
astronômicos. Em 1993, a inflação anual ultrapassou os 2.000%, com preços de
bens e serviços mudando diariamente, e a população perdendo poder aquisitivo de
forma drástica. Vários planos econômicos anteriores haviam falhado em controlar
a inflação, como o Plano Cruzado e o Plano Collor, que, apesar de promessas
iniciais, não conseguiram estabilizar a economia.
O Nascimento do Plano Real
O Plano Real foi lançado em
etapas bem planejadas e executadas, começando com o Programa de Ação Imediata
(PAI) e o Programa de Estabilização Econômica (PEE). A primeira etapa incluiu
medidas de ajuste fiscal e controle rigoroso de gastos públicos, fundamentais
para criar um ambiente propício à estabilidade. O Plano Real introduziu a
Unidade Real de Valor (URV), uma moeda virtual que corrigia a inflação de forma
gradual e preparava a população para a adoção da nova moeda.
Em 1º de julho de 1994, o real
(R$) foi oficialmente lançado, substituindo o cruzeiro real a uma taxa de 2.750
cruzeiros reais por 1 real. A nova moeda foi respaldada por um rigoroso
controle da oferta monetária e uma política de câmbio fixo inicialmente
atrelada ao dólar americano.
Impactos e Resultados
Os resultados do Plano Real foram
quase imediatos. A inflação, que corroía o salário dos brasileiros, foi
drasticamente reduzida. Em poucos meses, a taxa de inflação anual caiu para
menos de 10%, e o poder de compra da população foi restabelecido. A
estabilidade monetária trouxe consigo uma série de benefícios, como o aumento
do investimento estrangeiro, a expansão do crédito e o crescimento econômico
sustentado.
Além dos benefícios econômicos, o
Plano Real teve também profundos impactos sociais. A redução da inflação
permitiu um maior planejamento financeiro das famílias e melhorou a qualidade
de vida dos brasileiros. A pobreza e a desigualdade começaram a ser combatidas
de forma mais eficaz, e programas sociais puderam ser implementados com maior
previsibilidade.
Legado do Plano Real
Trinta anos depois, o Plano Real
continua a ser um marco na história econômica do Brasil. Ele não só estabilizou
a economia, mas também pavimentou o caminho para reformas estruturais
subsequentes e modernizou a gestão econômica do país. Embora desafios
econômicos e sociais persistam, a solidez do Plano Real permanece um exemplo de
como políticas econômicas bem desenhadas e implementadas podem transformar uma
nação.
O legado do Plano Real é uma lembrança
da importância de políticas econômicas responsáveis e do comprometimento com a
estabilidade macroeconômica. As lições aprendidas durante sua implementação
continuam a guiar políticas econômicas no Brasil, reforçando a importância de
combater a inflação e promover o desenvolvimento sustentável.
Comemoração e Reflexão
Ao celebrarmos os trinta anos do
Plano Real, é essencial refletir sobre os desafios superados e os avanços
conquistados. O sucesso do plano é um testemunho da capacidade do Brasil de
enfrentar crises e sair mais forte. É uma oportunidade para reafirmar o
compromisso com políticas econômicas que promovam a estabilidade, o crescimento
e a justiça social para todos os brasileiros.
Em um país onde a volatilidade
econômica já causou tanto sofrimento, o Plano Real permanece um farol de
esperança e um lembrete de que, com determinação e competência, é possível
construir um futuro melhor.
Tesouro Nacional e B3, a bolsa do
Brasil, são responsáveis por realizar competição que promove a educação
financeira para estudantes brasileiros
A Olimpíada do Tesouro Direto de
Educação Financeira (Olitef) está com as inscrições abertas para escolas
públicas e privadas de todo o Brasil até 9 de setembro. Desde 22 de junho, as
escolas públicas participantes da competição podem se inscrever para concorrer
a kits educacionais no valor de R$ 100 mil. Além disso, profissionais e
professores das escolas premiadas envolvidos no engajamento da Olitef poderão
ser contemplados com prêmios de R$ 8 mil em títulos do Tesouro Direto.
No total, a Olitef, iniciativa
gratuita que insere no calendário brasileiro este evento anual para promover a
educação financeira entre os estudantes brasileiros do sexto ao nono ano do
Ensino Fundamental e da primeira série do Ensino Médio, vai distribuir prêmios
para duas escolas por estado, perfazendo 54 escolas da rede pública premiadas e
mais de 200 professores da rede pública.
A Olitef foi anunciada pelo
Tesouro Nacional em parceria com a B3 e conta com o apoio do Ministério da
Educação e do Banco Central do Brasil. A organização do concurso é feita pela
UpMat Educacional, que já possui experiência em eventos educacionais como
Concurso Internacional Canguru de Matemática.
O objetivo da Olitef é criar uma
jornada de conhecimento em educação financeira para escolas, professores e
alunos, colocando o planejamento e a educação financeira no dia a dia dos
alunos, capacitando-os para melhores decisões no futuro.
Como preparação para o concurso,
será oferecida uma plataforma que capacita professores com recursos didáticos
especializados, ao mesmo tempo que prepara os alunos para gerenciar seus
recursos (ganhos e gastos), economizar seu dinheiro e da família de forma
eficaz e entender sobre as diferentes alternativas de investimentos. O objetivo
é mostrar que o conhecimento financeiro não é um privilégio de poucos, mas sim
um direito de todos os estudantes.
“As premiações visam reconhecer,
valorizar e gerar benefícios a todo o ecossistema educacional que se mobilizou
para dar aos alunos oportunidades de ter acesso a conhecimentos sobre educação
financeira. É um singelo gesto, mas que busca valorizar minimamente o
engajamento e de uma forma leve gerar uma ‘disputa’ sadia por engajamento entre
as escolas”, comenta o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
“A educação financeira é um pilar
estratégico para a B3 e para o Tesouro Direto, e o intuito da Olitef é ajudar
milhares de jovens a iniciar, desde já, a jornada de conhecimento sobre
planejamento do orçamento da família, conceitos básicos de finanças e se
preparar para o mundo dos investimentos à sua frente. A conscientização sobre a
importância do dinheiro nessa idade é fundamental para a construção de uma nova
geração brasileira mais capacitada para tomar melhores decisões financeiras”,
destaca o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoas Físicas da B3,
Felipe Paiva.
“Incentivar a educação financeira
desde a infância é uma das prioridades do Banco Central, que, desde 2020,
oferece à rede pública de ensino o Aprender Valor, um programa gratuito para
ajudar escolas e educadores a levarem esse tema para as salas de aula. Vemos a
Olitef como mais uma iniciativa para reforçar a preparação das crianças e dos
jovens para lidarem melhor com o dinheiro, e por isso colocamos nossa equipe de
especialistas em educação financeira à disposição para colaborar”, comenta o
chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central,
Luis Gustavo Mansur Siqueira.
As escolas públicas que atenderem
determinados critérios de participação, engajamento e resultados poderão
concorrer a kits no valor de R$ 100.000,00 em bens e equipamentos. A escola
vencedora poderá escolher entre os kits laboratório de informática; laboratório
de ciências; laboratório de robótica; biblioteca com mobiliário e livros; e
equipamentos para uma quadra e materiais esportivos. Serão sorteadas duas escolas
por estado, totalizando 54 premiações em todo o Brasil.
As inscrições para o sorteio
serão feitas pela página da olimpíada e estarão disponíveis apenas para as
escolas públicas inscritas na Olitef. O regulamento com todos os requisitos
para participação na promoção e o formulário de inscrição também estão
disponíveis nessa página.
As inscrições para a Olitef –
Tesouros do Amanhã se estenderão até o dia 9 de setembro. As escolas
interessadas devem acessar a página oficial para realizar a inscrição. As provas
serão realizadas em setembro, de forma presencial nas escolas cadastradas.
Como a Colaboração e o Uso
Inteligente de Recursos Estão Redefinindo Mercados e Estilos de Vida
A economia compartilhada, também
conhecida como economia colaborativa, é um modelo econômico que ganha cada vez
mais destaque por promover o compartilhamento de recursos, serviços e
habilidades entre indivíduos e empresas. Esta abordagem é impulsionada pela
tecnologia, especialmente pelas plataformas digitais, que facilitam a conexão
entre oferta e demanda de forma eficiente e acessível. A ideia central é
maximizar o uso dos recursos existentes, reduzir o desperdício e oferecer
alternativas mais acessíveis e sustentáveis ao consumo tradicional.
No coração da economia
compartilhada estão empresas como Uber, Airbnb e TaskRabbit, que transformaram
a maneira como nos locomovemos, hospedamos e contratamos serviços. A Uber, por
exemplo, permite que motoristas particulares ofereçam corridas a usuários, enquanto
a Airbnb possibilita que proprietários de imóveis aluguem suas propriedades ou
quartos por períodos curtos. Essas plataformas não possuem os ativos que
oferecem, mas agem como intermediárias, conectando diretamente quem precisa de
um serviço com quem pode fornecê-lo.
A economia compartilhada não se
limita apenas a transporte e hospedagem. Ela abrange uma vasta gama de setores,
incluindo a troca de bens (como o OLX e Mercado Livre), o compartilhamento de
espaços de trabalho (como WeWork), e até mesmo o financiamento coletivo (como
Kickstarter). O impacto desse modelo é profundo: promove a democratização do
acesso a bens e serviços, estimula a inovação e cria novas oportunidades
econômicas para milhões de pessoas.
Além dos benefícios econômicos, a
economia compartilhada também possui um forte componente ambiental. Ao
incentivar o uso eficiente dos recursos, ela contribui para a redução do
consumo excessivo e do desperdício. Por exemplo, o compartilhamento de veículos
ajuda a diminuir a necessidade de fabricação de novos carros, resultando em
menor emissão de carbono e uso de matérias-primas.
Contudo, a economia compartilhada
também enfrenta desafios e críticas. Questões regulatórias, segurança e
direitos trabalhistas são tópicos frequentemente debatidos. A natureza informal
de muitos desses empregos pode levar a condições de trabalho precárias e falta
de benefícios tradicionais. Além disso, a competição com negócios tradicionais
pode gerar tensões e pressões para a adaptação dos modelos de negócio existentes.
Em suma, a economia compartilhada
representa uma transformação significativa na forma como consumimos e
produzimos. Ela oferece um vislumbre de um futuro onde a colaboração e o uso
inteligente de recursos são fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a
prosperidade econômica. A adaptação e a regulamentação adequada serão
essenciais para garantir que seus benefícios sejam amplamente distribuídos e
que seus desafios sejam enfrentados de maneira justa e eficaz.
O Brasil abriu mercado para a
exportação de 121 novos produtos agropecuários em 51 países, nos cinco
continentes, desde 2023
O governo brasileiro recebeu com
satisfação o anúncio, por parte do Reino do Lesoto, da abertura de mercado para
exportação de carne de aves do Brasil.
As negociações tiveram início em
novembro do ano passado. Anualmente, o Lesoto importa em torno de 8 mil
toneladas de carne de aves.
O Brasil exporta carne de frango
para 172 países, sendo responsável por 38% do total do comércio internacional
desse produto. No ano passado, foram exportados mais de US$ 9,61 bilhões,
equivalentes a 5 milhões de toneladas.
Desde o início de 2023, início do
terceiro mandato do Presidente Lula, o Brasil abriu mercado para a exportação
de 121 novos produtos agropecuários em 51 países, nos cinco continentes.
Tais resultados são fruto do trabalho conjunto
do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Agricultura e
Pecuária (Mapa).
Norma regulamenta
compartilhamento de recursos e de riscos entre cooperativas integrantes do
mesmo sistema. Resolução aborda questões do segmento. Regulamentação está de
acordo com as dimensões Competitividade e Inclusão Financeira da Agenda BC#.
Peça importante do Sistema
Financeiro Nacional (SFN), as cooperativas de crédito tiveram as normas sobre
seu funcionamento e organização atualizadas pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN). O objetivo é adequar o setor às melhores práticas de governança e de gestão
assim como melhorar as condições de oferta de crédito por essas instituições.
A iniciativa faz parte da AgendaBC#, que é uma pauta de trabalho do Banco Central (BC) com ações para fomentar
a inclusão, a competitividade, a sustentabilidade e a transparência no SFN.
Clique aqui para acessar a
Resolução CMN nº 5.131 na íntegra.
"Os dispositivos
regulamentares estão em consonância com as ações das dimensões Competitividade
e Inclusão Financeira da Agenda BC#, essencialmente aquelas voltadas para o
desenvolvimento do segmento cooperativista de crédito, e com as diretrizes
nacionais e internacionais para as melhores práticas de governança
corporativa", disse Otávio Damaso, Diretor de Regulação do BC.
Mais facilidade na concessão de
crédito
A norma regulamenta a realização
de operações de crédito com o compartilhamento de recursos e de riscos entre
cooperativas de crédito integrantes do mesmo sistema cooperativo, aumentando as
opções de concessão de crédito aos 13,6 milhões de cooperados pessoas físicas e
jurídicas) em todo o Brasil.
Para tanto, é preciso que quem
queira ter acesso ao crédito seja associado à cooperativa de crédito em que é
feito o pedido (cooperativa estruturadora da operação); que a cooperativa
estruturadora da operação participe, obrigatoriamente, do compartilhamento de
recursos e de riscos da operação de crédito e seja responsável pela
formalização do instrumento representativo da operação; e que as cooperativas
não estruturadoras limitem o montante de suas exposições nessas operações a, no
máximo, 25% do total das respectivas carteiras de operações de crédito.
Governança e gestão
Para evitar casos de membros que
permanecem no conselho por prazo excessivamente longo, o que pode agregar
riscos para a instituição, a resolução, por exemplo, determina que será exigida
a implementação de política de renovação do conselho de administração definida
pelas próprias instituições.
A norma determina ainda que deve
ser estabelecido um limite de permanência dos membros no conselho de
administração, que, a critério da instituição, pode ser definido por um período
determinado, por uma quantidade de mandatos, pela idade dos membros ou pela
combinação de diversos fatores – enquanto a cooperativa de crédito não
implementar essa política de renovação, o período máximo de permanência de
membro no referido conselho será de doze anos consecutivos.
Caso considere a política
inadequada ou incompatível com os riscos aos quais a instituição está exposta,
o BC pode determinar a revisão desta, inclusive do limite de permanência dos
membros do conselho de administração da cooperativa de crédito.
Representação dos cooperados
por delegados em assembleias
Para conferir mais segurança ao
processo de deliberação das assembleias gerais, garantindo a participação dos
associados na gestão da cooperativa e maior transparência na atuação dos
delegados, delimitou-se alguns temas sobre os quais os associados devem
deliberar em reuniões seccionais anteriores à assembleia nas quais serão
representados por delegados eleitos.
Alguns desses temas são:
prestação de contas dos órgãos de administração; destinação das sobras apuradas
ou rateio das perdas; eleição dos membros do conselho de administração associados;
fusão, incorporação ou desmembramento; mudança do objeto da sociedade;
dissolução voluntária da sociedade; nomeação de liquidantes; e filiação à
cooperativa central de crédito.
Na assembleia geral, o voto do
delegado deve ser proporcional e manter vínculo com a deliberação direta dos
associados.
Administração de cooperativa
de crédito em caráter temporário
Em situações que comprometam ou
possam comprometer a continuidade da filiada, ou que causem ou possam causar
perdas aos seus associados, uma cooperativa central de crédito, ou a
confederação constituída por cooperativas centrais de crédito, pode assumir, em
caráter temporário, a administração de cooperativa de crédito sujeita à sua
supervisão.
Essa administração temporária
poderá acontecer, mediante prévia autorização do BC, quando se verificar
deficiências na gestão ou na estrutura de controles internos e de gerenciamento
de riscos da cooperativa filiada ou outras situações que ponham em risco a
continuidade da cooperativa filiada ou que causem ou possam causar perdas aos
associados; não atendimento aos requisitos prudenciais por prazo que sinalize
risco à continuidade da filiada; risco decorrente de instabilidade na administração
da cooperativa de crédito, que afete a reputação da própria sociedade
cooperativa e possa levá-la à descontinuidade entre outras situações.
Em caso de substituição dos
administradores da cooperativa supervisionada, os indicados devem ter seus
nomes submetidos à aprovação do BC.
Vigência
A Resolução CMN nº 5.131 entrará
em vigência em 1º de julho de 2024, exceto quanto aos dispositivos que tratam
da política de renovação de conselheiros de administração e da representação de
associados por delegados, que se aplicam somente a partir de 1º de janeiro de
2026 em face da necessidade de adaptações operacionais e de sistemas por parte
dos entes regulados. Para saber mais sobre as cooperativas de crédito, cliqueaqui. Assista ao BC te Explica #90, que trata das diferenças entre
um banco e uma cooperativa, e à Live BC#15, que também aborda o assunto.
Usuário do Registrato agora pode
extrair o relatório completo com o histórico de chaves Pix, inclusive as
excluídas. Relatório simplificado, que já era disponibilizado no Registrato,
passa a informar o status da chave Pix (ativa, bloqueada e em reinvindicação de
posse ou em portabilidade). Medida traz mais transparência e segurança para o
serviço de pagamento instantâneo do BC.
A partir dessa terça-feira (2/4),
vai ficar ainda mais fácil para os usuários do Pix terem acesso a diversos
tipos de informações sobre suas chaves. Agora, por meio do Registrato, o
cidadão poderá consultar não apenas um, como acontecia anteriormente, mas dois
relatórios de chaves Pix.
O primeiro relatório, de chaves
atuais, emitido na hora da solicitação, já era disponibilizado no Registrato e
foi melhorado. Com as mudanças, a data de criação da chave Pix passa a ter a
hora exata. Além disso, foi inserida uma coluna que apresenta a situação de
cada chave:
- ativa: chave foi criada e está
funcionando normalmente;
- bloqueada judicialmente: chave
atualmente bloqueada por ordem judicial; caso haja o desbloqueio, ela volta
para a situação “ativa”;
- em reivindicação de posse ou em
portabilidade: aqui há duas possibilidades: a primeira é quando o usuário
reivindica a posse de uma chave que está cadastrada para outra pessoa. Por
exemplo, se alguém reivindicou a posse do número de telefone que está cadastrado
como chave por outro usuário, a chave aparecerá como “em reivindicação de posse
ou em portabilidade” no relatório; a segunda situação possível é a
portabilidade de um banco para outro da chave que usa, por exemplo, o seu CPF.
Nesse caso, a chave também aparecerá como “em reivindicação de posse ou em
portabilidade”.
Além disso, os usuários do
Registrato passam a contar com relatório completo de chaves Pix. Além de todas
as informações sobre as chaves atuais, o documento traz o histórico de todas as
chaves já utilizadas e excluídas pelo usuário, informando a data e a hora de
exclusão. Esse relatório fica disponível
em até dois dias úteis a partir de sua solicitação.
Essas novidades possibilitam que
o cidadão identifique eventuais tentativas de fraudes utilizando chaves criadas
em seu nome.
O acesso aos dois relatórios de
chaves Pix e aos demais relatórios do Registrato é feito meio da conta gov.br(nível prata ou ouro). Para mais informações sobre o Pix, clique aqui.
O custo médio do estoque da DPF
acumulado em 12 meses caiu de 10,65% ao ano, em janeiro, para 10,56% anual, em
fevereiro
O estoque da Dívida Pública
Federal (DPF) encerrou o mês de fevereiro em R$ 6,59 trilhões, representando
alta de R$ 145,43 bilhões em relação a janeiro, ou seja, elevação de 1,08% em
termos nominais. Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pela alta da
Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que passou de R$ 6,17
trilhões, em janeiro, para R$ 6,31 trilhões, em fevereiro (elevação de 2,32%),
devido à emissão líquida de R$ 90,75 bilhões e à apropriação positiva de juros
de R$ 52,37 bilhões. O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu
0,84% (termos nominais) no período, encerrando fevereiro em R$ 276,14 bilhões
(US$ 55,41 bilhões).
As informações constam do
Relatório Mensal da Dívida referente a fevereiro de 2024, produzido pela
Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O material foi divulgado na última
quinta-feira (28/3) em coletiva de imprensa realizada no edifício-sede do
Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram da entrevista o
coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias; o
coordenador-geral de Controle de Pagamento da Dívida Pública, Leonardo Martins
Canuto Rocha; o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida
Pública, Luiz Fernando Alves; e o coordenador-geral do Tesouro Direto Paulo
Moreira Marques.
O relatório destaca que fevereiro
foi marcado pela forte alta dos juros ao redor do mundo, causado pela
persistência inflacionária e pela robustez da economia norte-americana. No
mercado local, o amplamente esperado corte de 50 pontos na taxa Selic teve
pouco impacto na curva, aponta o Tesouro. Com isso, a parte curta da curva
operou perto da estabilidade, enquanto as partes intermediária e longa abriram
até 20 pontos, refletindo principalmente o cenário externo e a alta das
Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo dos Estados Unidos). O CDS
Brasil Brasil [Credit Default Swap, indicador que reflete o risco-país]
alcançou o valor de 125 pontos base no dia 29 de fevereiro (queda de 9,25% em
relação a janeiro).
“O principal vetor que tem
conduzido a conjuntura econômica nos últimos períodos é a expectativa em
relação à política monetária norte-americana” explicou o coordenador-geral de
Operações da Dívida Pública. “Desde a recuperação global após a pandemia,
elevação dos preços de maneira geral, a inflação no mundo subiu; os bancos
centrais elevaram as taxas de juros e o banco central norte-americano, o
Federal Reserve, veio nesse movimento. Em agosto do ano passado, a taxa de
juros dos Estados Unidos atingiu o pico. Desde lá, os números da inflação
norte-americana melhoraram bastante, convergindo para a meta deles. Então os
investidores criaram expectativa muito grande de que em março pudesse haver o
início da flexibilização da política monetária norte-americana. Mas desde
janeiro os dados de preços ao consumidor vieram surpreendendo de maneira negativa,
acima das expectativas, o que levou a um reposicionamento da previsão da
redução de juros nos Estados Unidos. Isso acaba contaminando os mercados, de
maneira geral”, continuou Helano Dias, ao comentar pontos que afetaram os
resultados de fevereiro.
“No mercado local, a parte curta
da curva está bem precificada, no sentido de que os agentes esperam com
bastante precisão o que o Banco Central vai fazer no curto. O médio e o longo
prazos acompanharam o movimento das Treasuries, que subiram muito em função
desse realinhamento de expectativas da taxa de juros nos Estados Unidos”,
completou Helano Borges Dias.
Em fevereiro, o governo emitiu R$
126 bilhões em títulos da Dívida Pública Federal (DPF) e resgatou R$ 35,79
bilhões. Essa movimentação resultou na emissão líquida de R$ 90,21 bilhões no
mês (resultado das emissões de R$ 90,75 bilhões da DPMFi e resgates de R$ 541,9
milhões na DPFe).
Do total das emissões da DPMFi em
fevereiro, parcela de R$ R$ 81,04 bilhões refere-se a títulos flutuantes; R$
36,04 bilhões a títulos prefixados e R$ 8,88 bilhões a papeis vinculados a
índices de preços.
As Instituições Financeiras
permanecem sendo os principais detentores dos títulos da dívida, com
participação de 28,82% na DPMFi, seguidas por Previdência (23,36%), Fundos de
Investimento (23,30%) e Não-residentes (9,80%).
Durante o mês passado, foi
observada alta nos estoques detidos por todos esses grupos: Instituições
Financeiras (+R$ 84,95 bilhões), Previdência (+R$ 15,98 bilhões); Fundos de
Investimento (+R$ 20,99 bilhões), e Não-residentes (+R$ 6,20 bilhões).
Custo médio
O custo médio do estoque da DPF
acumulado em 12 meses caiu de 10,65% ao ano, em janeiro, para 10,56% anual, em
fevereiro. O prazo médio da DPF apresentou redução de 4,11 para 4,07 anos.
O custo médio do estoque da DPMFi
acumulado em 12 meses também apresentou retração, saindo de 11% ao ano
(janeiro) para 10,97% anual (fevereiro). O custo médio das emissões em oferta
pública da DPMFi caiu de 11,56% ao ano, em janeiro, para 11,51% anual, no mês
passado.
Também houve queda no custo médio
do estoque da DPFe acumulado em 12 meses, que diminuiu de 2,72% ao ano, em
janeiro, para 1,31% anual, em fevereiro. Isso foi devido, principalmente, à
depreciação do dólar em relação ao real de 0,60% em fevereiro de 2023, contra a
apreciação de 2,13% verificada em igual período de 2023.
Colchão de liquidez
A reserva de liquidez (colchão)
apresentou elevação, em termos nominais, de 17,22%, passando de R$ 813,24
bilhões, em janeiro, para R$ 885,10 bilhões, no mês passado. Em relação ao
mesmo mês do ano anterior (R$ 995,66 bilhões), houve queda, em termos nominais,
de 11,10%.
O índice de liquidez registrado
em fevereiro garante pagamentos de 6,52 meses de vencimentos futuros. Está
garantida, portanto, a manutenção do caixa prudencial, acima de três meses de
vencimentos à frente.
“O colchão de liquidez está bem
acima do nível prudencial, de três meses. Esse nível prudencial foi construído
com base na experiência que temos em gestão de dívida desde o final da década
de 1990”, destacou Helano Borges Dias. “Temos expectativa de que, ao longo do
ano, possamos elevar o colchão de liquidez, mas ele já se encontra em nível
bastante confortável”, reforçou o coordenador-geral de Operações da Dívida
Pública.
Tesouro Direto
O Tesouro Direto contabilizou
vendas de R$ 3,04 bilhões e resgates de R$ 2,82 bilhões em fevereiro,
resultando em emissão líquida de R$ 220 milhões. O título mais demandado foi o
Tesouro Selic (64,82%). O estoque alcançou R$ 131,45 bilhões, alta de 1,04% em
relação a janeiro. Os títulos indexados à inflação representaram 48,55% do
estoque. As operações até R$ 5 mil responderam por 83,09% das compras do
Tesouro Direto no mês passado.
O Tesouro Direto registrou
324.795 novos investidores cadastrados em fevereiro. Isso elevou o número total
de investidores a 27,71 milhões, alta de 18,65% nos últimos 12 meses. O total
de investidores ativos chegou a 2,54 milhões no mês (variação de 19,66% nos
últimos 12 meses).
Março
O Tesouro Nacional destaca que
março foi marcado por forte oscilação nas Treasuries, que chegaram a subir 20
pontos-base devido aos dados de emprego e inflação mais altos que o esperado.
Contudo, as taxas recuaram após declarações mais moderadas do presidente do
FED.
No mercado local, a parte curta
da curva apresentou comportamento misto em março, refletindo em parte o
comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu as expectativas
de corte da taxa Selic. Já a parte longa apresentou alta de até 15 pontos-base,
afetada pelo movimento das Treasuries e pela persistência inflacionária
americana. O CDS Brasil [Credit Default Swap, indicador que reflete o
risco-país] alcançou o valor de 133 pontos base no dia 25 de março (alta de
6,32% em relação a fevereiro).
Acesse a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo Tesouro Nacional sobre o Relatório Mensal da Dívida de fevereiro de 2024